Morre a cantora Karina Nerys, do bloco afro Malê Debalê, aos 54 anos
Morre a cantora Karina Nerys, do Malê Debalê, aos 54 anos Reprodução/Redes Sociais Karina Nerys, uma das cantoras do bloco afro Malê Debalê, morreu aos 54...
Morre a cantora Karina Nerys, do Malê Debalê, aos 54 anos Reprodução/Redes Sociais Karina Nerys, uma das cantoras do bloco afro Malê Debalê, morreu aos 54 anos na sexta-feira (27), em Salvador, em consequência de um câncer de mama. A informação foi confirmada pelo bloco afro nas redes sociais. O velório e sepultamento dela vai acontecer neste sábado (28), no Cemitério Bosque da Paz, na capital baiana. "Hoje nos despedimos com profunda dor, mas também com imensa gratidão. Karina foi voz, presença, e resistência. Desde 2013, marcou a história integrando com sua voz feminina a ala de canto do Malê Debalê com sua entrega, sua força e sua sensibilidade, deixando um legado que jamais será esquecido", lamentou o bloco afro. Segundo o Malê Debalê, a voz de Karina Nerys seguirá viva em cada toque da percussão, canto entoado na avenida e memória compartilhada nos bastidores. "O Malê reverencia sua caminhada, honra sua história e agradece por cada nota, cada ensaio, cada gesto de amor. Nos solidarizamos com familiares, amigos e toda a comunidade cultural neste momento de dor. Axé, Karina. Sua voz agora ecoa no Orum. Seu canto é eterno entre nós", finalizou. A morte de Karina Nerys também foi lamentada pela Secretaria Estadual de Cultura da Bahia (Secult-BA), que, em nota, disse que a artista era referência pelo talento, carisma e admiração na comunidade cultural impactada pela força do Malê Debalê. A Secult-BA ressaltou que Karina Nerys, ao longo da carreira, prestou relevante contribuição às atividades culturais do Malê Debalê. Disse ainda que a presença dela traduzia o comprometimento com a missão social do maior balé afro do mundo. “Karina Nerys fica eternizada por sua voz, seu talento e sua atuação como artista ligada às lutas pela preservação, valorização e difusão da cultura afro-brasileira. Seu legado permanecerá vivo na memória da Cultura da Bahia”, lamentou o secretário de Cultura, Bruno Monteiro. Reportagem em atualização